Verde Vida

ecologicamente ativo!!!!

Ano Novo Sustentável 1 Janeiro, 2008

Arquivado em: atitude, consciência, futuro — fab fabulosa @ 12:01 am

quem em 2008, você PROSPERE DE FORMA SUSTENTÁVEL
Melhor que desejar um Próspero Ano Novo, é desejar um Sustentável Ano Novo.
Que você consiga realizar seus sonhos, sem se esquecer do impacto que eles podem ter no meio-ambiente e no futuro de nossos filhos. Escolha com consciência os produtos que você compra.

quem em 2008, você UTILIZE MENOS SACOLINHAS PLÁSTICAS
As inocentes sacolinhas plásticas do supermercado geram resíduos que levam centenas de anos para se decompor na natureza, além de aumentar os custos dos produtos.
No oceano, são confundidas por algas pelas tartarugas e outros animais, que as comem e morrem asfixiados.
Leve sua própria sacola quando for fazer compras, para que o Ano Novo e o Amanhã das gerações futuras seja mais próspero e menos poluído.

quem em 2008, você CONSUMA ORGÂNICOS
Alimentos orgânicos não possuem agrotóxicoa e respeitam os ciclos das plantas, insetos e pássaros são essenciais para a manutenção da nossa vida. Também são mais saborosos e saudáveis.
Que seu Ano Novo seja farto de escolhas conscientes e sustentáveis.

quem em 2008, você USE MENOS PAPEL
Apesar de se precisar cada vez menos de papel, a demanda por ele cresce ano a ano, consumindo rapidamente florestas e ecossistemas inteiros. O reflorestamento faz pouco efeito, uma vez que ele não traz de volta espécies nativas, animais e insetos.
Use folhas usadas como rascunho e não imprima e-mails sem necessidade.
Ajude a garantir um Ano Novo e um futuro mais verde para todos.

quem em 2008, você DEIXE O CARRO EM CASA
Ao deixar o carro em casa uma vez por semana você reduz consideravelmente a emissão de gases efeito estufa na atmosfera, colabora com o trânsito, se exercita e torna a cidade mais agradável.
Que no Ano Novo você vá para muitos lugares bacanas, a pé, de bicicleta, ônibus ou metrô,

quem em 2008, você CONSUMA MENOS CARNE
O consumo de carnel animal gera desmatamento, desequilibrio ambiental, poluição e desigualdade social. É também um dos fatores responsáveis pelo aquecimento global.

quem em 2008, você APAGUE A LUZ
Todo mundo deseja muita luz no Ano Novo. Deseje você também para as gerações futuras, apagando todas as luzes que não utiliza, abrindo as janelas, desligando o ar-condicionado e utilizando conscientemente o chuveiro, o ferro de passar, a máquina de lavar…

quem em 2008, você ECONOMIZE ÁGUA
Segundo a ONU, a escassez de água já atinge 2 bilhões de pessoas. Esse número pode dobrar em menos de 20 anos.
Faça a diferença no Ano Novo usando a água racionalmente, desligando a torneira enquanto escova os dentes, lavando a louça usando bacias e tomando banho em até 5 minutos.

quem em 2008, você MUDE O MUNDO
Pequenas ações individuais são a maior força transformadora que se conhece.
Ter uma atitude consciente emrelação aos nossos hábitos de consumo é a melhor (e talvez única) maneira se de mudar o mundo.
Economize água, luz, recicle seu lixo, faça a sua parte e ajude a construir um futuro para todos.
Que no Ano Novo você consiga transformar tudo o que está dentro e fora de você.
texto Fábio Yabu
veja a versão com fotos em http://mudeomundo.com.br/cartoes_mude_o_mundo.pdf

 

Doenças causadas pela falta de Saneamento 16 Outubro, 2007

Arquivado em: doenças — fab fabulosa @ 11:23 am

Doença
Agente causador    -    Forma de contágio

Amebíase ou disenteria amebiana
Protozoário Entamoeba histolytica    -    Ingestão de água ou alimentos contaminados por cistos

Ascaridíase ou lombriga
Nematóide Ascaris lumbricoides    -    Ingestão de agua ou alimentos contaminados por ovos

Ancilostomose
Ovo de Necator americanus e do  Ancylostoma duodenale    -    A larva penetra na pele (pés descalços) ou ovos pelas mãos sujas em contato com a boca

Cólera
Bactéria Vibrio cholerae    -    Ingestão de água contaminada

Disenteria bacilar
Bactéria Shigellasp    -    Ingestão de água, leite e alimentos contaminados

Esquistossomose
Asquelminto Schistossoma mansoni    -    Ingestão de água contaminada, através da pele

Febre amarela
Vírus Flavivirussp    -    Picada do mosquito Aedes aegypti

Febre paratifóide
Bactérias Salmonella paratyphi, S. schottmuelleri e S. hirshjedi    -    Ingestão de água e alimentos contaminados, e moscas também podem transmitir

Febre tifóide
Bactéria Salmonella typhi    -    Ingestão de água e alimentos contaminados

Hepatite A
Vírus da Hepatite A    -    Ingestão de alimentos contaminados, contato fecal-oral

Malária
Protozoário Plasmodium ssp    -    Picada da fêmea do mosquito Anopheles sp

Peste bubônica
Bactéria Yersinia pestis    -    Picada de pulgas

Poliomielite
Vírus Enterovirus    -    Contato fecal-oral, falta de higiene

Salmonelose
Bactéria Salmonella sp    -    Animais domésticos ou silvestres infectados

Teníase ou solitária
Platelminto Taenia solium e Taenia saginata    -    Ingestão de carne de porco e gado infectados

fonte: ambientebrasil

 

As nove estratégias para negar as mudanças climáticas 6 Outubro, 2007

Arquivado em: aquecimento global — fab fabulosa @ 7:14 pm

Um dos maiores problemas para quem informa e discute sobre mudanças climáticas e aquecimento global são as barreiras que o público-alvo ergue frente às críticas e novas informações. As vezes, estas barreiras são trazidas com experiências passadas ou com pré-conceitos estabelecidos com informações errôneas ou superficiais, com crenças ou ideais que o público sempre traz “na bagagem”. Para melhor lidar com elas, melhor conhecê-las.

01 -A metáfora do compromisso deslocado – quando alguém diz “Eu protejo o ambiente de outros modos”

02 – A condenação do acusador – quando alguém diz “Você não tem o direito de me cobrar”

03 – A negação da responsabilidade – “Não sou causa desse problema”

04 – A rejeição da culpa – “Não fiz nada de errado”

05 – A ignorância – “Eu não sabia de nada”

06 – A sensação de falta de poder individual – “Eu não faço nenhuma diferença” ou “O que adianta eu fazer se o outro não faz?”

07 – Limitações genéricas – “Há muitos impedimentos”, “As dificuldades são tantas”

08 – Pessimismo – “A sociedade é corrupta”, “O governo não se preocupa com este setor”

09 – O apego excessivo ao conforto – “É muito difícil para mim mudar meu comportamento” ou “Não deixo de lado a praticidade”

Diante de tantas barreiras, o que fazer? Podemos reconhecer essa tendência à negação, encorajar respostas emocionais e desenvolver uma cultura de engajamento, que seja visível, imediata e urgente”, disse Marshall.

Outras estratégias já vividas:

10 – A religiosa – “Deus criou o mundo para que usufruíssemos dele e tirássemos tudo o que fosse da nossa necessidade”

11 – A economica – “Mudar agora seria muito caro para as nações desenvolvidas” ou “Nenhuma nação vai parar seu desenvolvimento em pról do meio ambiente”

As 9 estratégias foram apresentadas por Suzanne Stoll-Kleemann, Tim O´Riordan e Carlo Jaeger em 2001 na revista Global Environmental Change. O texto foi modificado de “Prontos para Agir”, de Carlos Fioravanti, para a Revista FAPESP de agosto de 2007.

fonte: rastrodecarbono

 

“Problemas Ambientais” 24 Setembro, 2007

Arquivado em: consciência, futuro — fab fabulosa @ 2:53 am

QUAL A SITUAÇÃO AMBIENTAL DO PLANETA NESSE COMEÇO DE MILÊNIO?

Nós iniciamos o terceiro milênio enfrentando um vasto número de problemas ambientais, que ameaçam não só o equilíbrio ecológico do planeta, como a vida de sua biodiversidade, inclusive a vida humana. Isso nos impõe uma reflexão mais cuidadosa sobre algumas questões existenciais de crucial importância:

* Nosso planeta tem condições de superar e sobreviver a esses problemas?
* Qual a situação atual do meio ambiente planetário?

Para que possamos refletir sobre tais indagações é importante que façamos uma sintética avaliação dos principais problemas ambientais que nos ameaçam nesse começo de milênio. Impõe-se que nos preocupemos imediatamente, pela relevância e urgência de seu enfoque, uma vez que representam perigo iminente ao planeta, a despeito da existência de inúmeros outros, com os seguintes fatores de degradação ambiental:

-Falta de água;
-Desmatamento;
-Aquecimento global;
-Buraco na camada de ozônio;
-Chuva ácida;
-Lixo;
-Perda da biodiversidade;
-Poluição;
-Queimadas;
-Superpopulação.

Iniciemos nossa avaliação pelos problemas relacionados à carência ou má qualidade da água. Ninguém desconhece a gravidade de tal situação hoje em dia. A princípio observamos que, apesar de a Terra ser um planeta coberto por mais de dois terços de água, quase toda ela é composta por água salgada, de difícil utilização. Sobram apenas 2,5% (dois e meio por cento) de toda a água do planeta sob a forma de água doce, mas considerando-se que a maior parte dessa água se encontra sob a forma de gelo nos pólos, outra grande parte em reservatórios subterrâneos inacessíveis, apenas 0,75% (setenta e cinco centésimos por cento), menos de um por cento, de toda a água pode ser disponibilizada ao uso humano, seja para sua alimentação, para asseio e higiene, para lazer, para a produção rural e para o sustento de rebanhos. E desse volume, 0,70% (setenta centésimos por cento) também se encontram em reservatórios subterrâneos, restando, como águas de superfície, apenas 0,05% (cinco centésimos por cento), a vigésima parte de um por cento de toda a água do planeta.

Segundo relatórios da ONU, datados de 2000, “No ritmo atual de poluição e explosão demográfica, as perspectivas são sombrias. Em 25 anos um terço da humanidade estará morrendo por sede ou contaminação de água. As primeiras vítimas serão moradores de metrópoles e regiões desérticas”.

Naturalmente, como vinte e cinco anos representam menos que uma geração, essa perspectiva é aterradora. Em média, por cada três pessoas, uma morrerá por problemas de falta de água, ou em razão de sua contaminação.

A água não só nutre toda forma de vida que se conhece no planeta, como é essencial a todos os processos de existência do homem. Privado de água o ser humano, em poucos dias, perece de sede, inanição e desidratação, ou de outras doenças relacionadas à sua carência.

O homem necessita de água:

- como alimento;
- na ingestão direta de líquidos;
- nas atividades agrícolas;
- na elaboração de alimentos;
- em necessidades domésticas;
- e nos processos industriais.

O corpo humano é composto de cerca de 70% (setenta por cento) de água e para manter-se funcionando normal e sadiamente necessita que sejam ingeridos, por dia, de dois a três litros de água limpa, saudável e potável, mesmo porque, em período idêntico, pode chegar a perder mais de quatro litros de água, pela transpiração, pela urina, pela respiração e pelas fezes.

Uma das grandes preocupações, em todo o mundo, é o desperdício de água. No Brasil, por exemplo, vemos que enquanto a média ideal de gasto de água por dia por pessoa é de quarenta litros, a média de utilização ultrapassa aos duzentos litros. Além do mais, estima-se que 70% (setenta por cento) de toda a água tratada no país são desperdiçados em vazamentos. Não bastasse isso, o consumo sobe em média 5% (cinco por cento) ao ano – tendendo a aumentar proporcionalmente ao aumento da população, o que equivale ao volume de água de um lago da Usina de Itaipu a cada quatro anos.

O Brasil possui o maior volume de água doce disponível dentre os demais países do planeta, com cerca de 13% (treze por cento) do volume total. Apesar disso, a quase totalidade dessa água se encontra na Região Norte e, de qualquer forma, a situação é preocupante. Recentemente, o brasileiro conviveu com o risco de apagões e com racionamento de luz. Em futuro bastante próximo, provavelmente se sujeitará a racionamento não só de luz, como da própria água.

Os problemas da carência de água, a nível global, ocorrem, principalmente, em razão de distribuição irregular dos reservatórios, de contaminação, da poluição, do desperdício e da maior demanda ocasionada pelo crescimento demográfico e pela ampliação dos rebanhos.

Mais de um bilhão da população mundial, ou seja, mais de um sexto dessa população, não tem acesso à água potável ou tratada, enquanto mais de vinte e cinco mil pessoas morrem por dia por carência de água.

No Brasil, mais da metade dos municípios não possuem água tratada e a água existente é permanentemente contaminada por sujeiras e detritos que a tornam imprestável e até estéril. A poluição dos mananciais, aqui, se dá, principalmente, na região sul, por pesticidas, agrotóxicos e outros produtos químicos; na região sudeste, além dessas causas, as maiores fontes de poluição são dos esgotos industriais e residenciais; no centro, grande problema é causado por metais tóxicos, como o mercúrio usado nos garimpos.

A distribuição irregular de reservatórios e a falta de saneamento básico fazem com que a água chegue a ter um custo bastante elevado em certas regiões do país.

A nível mundial, a questão se agrava, sendo que hoje uma em cada três pessoas padecem de escassez, de doenças ou perecem pela falta ou má qualidade da água e essa proporção em cerca de vinte e cinco anos se inverterá, sendo que em cada três, duas pessoas estarão sofrendo desses males pela mesma causa, falta ou má qualidade da água, segundo dados da Organização das Nações Unidas. Provavelmente, a necessidade de água será, nos próximos anos, a maior causa de guerras e litígios internacionais. Hoje em dia já existem mais de setenta conflitos declarados por causa de água.

No ritmo atual já em 2008, mais da metade da população mundial não disporá de água doce potável.

O problema ambiental seguinte de nossa lista, a ser apontado como alarmante, é o desmatamento. Provavelmente, a maior riqueza de cobertura vegetal do mundo se encontra em nosso País, o que impõe que tomemos medidas preservacionistas imediatas e eficazes, sob pena de amargarmos déficites perigosos de áreas de vegetação, como ocorre com as Filipinas, e outros países do mundo, despidos de quase toda sua cobertura vegetal original.

A maior floresta tropical do mundo, a Amazônica já sofreu, desde 1500, em território brasileiro, onde se encontra mais de sua metade, um desmatamento equivalente a 13% (treze por cento) da área brasileira original. Pior situação se encontra a Mata Atlântica que hoje possui apenas 7,5% (sete e meio por cento) da área existente na época do descobrimento. Os cerrados brasileiros, responsáveis pela maior variedade de vida no país, se resumem, hoje, a apenas 20% (vinte por cento), tendo, no mesmo período, sofrido uma devastação de 80% (oitenta por cento) de sua área.

A Amazônia brasileira é de tal proporção que nela cabe meio continente europeu, mas, nos últimos trinta anos, já foi devastada em cerca de seiscentos mil quilômetros quadrados, área maior que a do território da França. Enquanto isso, por outro lado, a despeito da luta de ambientalistas e órgãos governamentais envolvidos, foram criados apenas cento e vinte e quatro parques na Amazônia brasileira, com áreas de preservação de cerca de minguados sessenta e quatro mil quilômetros quadrados.

Estudos recentes levados a efeito pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia e pelo Smithsonian Institution prevêem em uma visão mais otimista uma degradação, de pelo menos 28% (vinte e oito por cento), ou, em uma mais pessimista, de até 42% (quarenta e dois por cento) da Amazônia original nos próximos vinte anos. Hoje, o desmatamento da Amazônia brasileira – responsável por 20% (vinte por cento) de toda a biodiversidade mundial – chega a dezoito mil quilômetros quadrados por ano, o equivalente a um milhão e oitocentos mil Maracanãs, ou quase cinqüenta quilômetros por dia, equivalentes a quase cinco mil Maracanãs, ou mais de dois quilômetros quadrados por hora – o tamanho de uma cidade de porte médio.

Assim como a própria água, e porque há uma interdependência inseparável entre elas, a cobertura vegetal é indispensável à vida do planeta e à vida humana, sendo absolutamente necessária, entre outras coisas:

-como ambiente aos ecossistemas;
-para liberar oxigênio, necessário à respiração da maioria dos seres vivos;
-para absorver dióxido de carbono;
-para sombrear e refrescar;
-para reter água na terra e umidade no ar;
-para produzir frutos, alimentos e abrigo;
-e para proteger o solo da desertificação.

As principais causas da destruição da cobertura vegetal no planeta são as queimadas, a extração comercial desordenada e a ocupação humana, com suas peculiares derrubadas de árvores e limpezas de terrenos para construir, utilizar madeiras em suas habitações e lenha como combustível residencial e industrial, e ampliar áreas pastoris e agrícolas.

A ocupação humana ocorre, em sua maioria, nas beiras de estradas, chegando a atingir até cem quilômetros de suas margens. Além disso, o consumo de madeira cresceu em mais de 60% (sessenta por cento) em apenas quarenta anos, principalmente como lenha nas regiões mais pobres. Com o aumento da pobreza, aumenta o desmatamento para a utilização de madeira.

Outro problema preocupante é o aquecimento global. Aumentos periódicos de temperatura são comuns (em períodos de cerca de cento e vinte mil anos), mas o aquecimento hoje é causado em grande parte pelo modo de vida e ocupação ambiental do ser humano e vai afetar sua existência, de maneira drástica, em curto prazo.

O “efeito estufa” é causado principalmente pelo acúmulo de gás carbônico na biosfera, o que impede a fuga de parte do calor para o espaço. É imprescindível à vida no planeta por manter um aquecimento equilibrado. Sem os gases “efeito estufa” a temperatura média seria em torno de -18º C (dezoito graus Celsius negativos), com dias absurdamente quentes, pela incidência direta do sol, e noites extremamente geladas, pela falta de retenção do calor solar. A intervenção humana nos processos naturais está acelerando esse aquecimento. Desde 1860, época em que se iniciaram medições a respeito, pouco depois do início da era industrial, até o ano de 2000, a temperatura média do globo subiu cerca de um grau.

A concentração desses gases está crescendo de forma e velocidade preocupantes em função da intervenção humana nos processos naturais, principalmente por causa de:

-queima de combustíveis fósseis, na sua maioria petróleo, em carros e indústrias;
-incêndios e queimadas;
-aumento das plantações de arroz e da criação de gado, atividades que depositam metano, óxido nitroso e outros gases na atmosfera.

A emissão de gases dessa natureza deve dobrar neste século XXI, chegando a aumentar a temperatura em até 6.º C (seis graus Celsius), elevando os níveis dos oceanos em proporções gigantescas e causando uma série enorme de catástrofes e prejuízos naturais. Dentre tais prejuízos estarão a morte dos recifes de corais, responsáveis por abrigar e alimentar a maior parte da vida marinha animal, o alagamento de áreas urbanizadas, o aumento no número de furacões, tempestades e outras catástrofes, a morte prematura de seres da biodiversidade mundial pelo excesso de calor ou por afogamento, o aumento das doenças e maiores dificuldades em trata-las, o desmatamento causado pela inundação de áreas verdes, e pela migração de seres humanos e animais para áreas mais elevadas e secas. Como um perverso ciclo vicioso, o aquecimento agravará e será agravado pelas queimadas, pela desertificação, pelo desmatamento, pela diminuição de áreas verdes, com a conseqüente ocupação desordenada, provocando em retorno o aumento da miséria, da fome, e uma inevitável aceleração nos processos de degradação…

É triste e doloroso saber que o ser humano é o principal gerador desses perniciosos acontecimentos e a maior influência em seu descontrole. Pior: age em amparado em valores artificiais, como poderes político, social e econômico, dinheiro e progresso, aos quais atribui cega e desmesurada importância… Apenas por interesses econômicos os países ricos do mundo não chegam a uma conclusão quanto à contenção da emissão de gases prejudiciais ao efeito estufa. O exemplo mais marcante vem dos Estados Unidos, país que, enquanto é responsável pela emissão de 25% (vinte e cinco por cento) dos gases depositados na atmosfera concorre com apenas 4% (quatro por cento) da população mundial. Mesmo assim, seus dirigentes se negam a assinar o Protocolo de Kioto, que prevê prazos para a redução dessas emissões.

A seguir, vêm os problemas relativos ao desgaste na camada de ozônio que protege a atmosfera terrestre e os fenômenos das chamadas chuvas ácidas. A camada de ozônio, na estratosfera, retém parte dos raios ultravioletas vindos do sol. Os buracos são assim chamados em razão da existência de áreas onde a camada de ozônio é mais rarefeita. Em 1987 foram captadas, por satélites, enormes áreas sobre os pólos onde a camada de ozônio estaria excessivamente rarefeita. Estudos realizados em anos seguintes, principalmente em 1991, descobriram aumentos consideráveis nesses “buracos”, com carência de ozônio sobre a Antártida, em área maior que a do continente europeu. Foi também detectada uma elevação substancial na concentração de gases cloro-fluorcarbonados, de larga utilização humana.

Os prejuízos causados pelo excesso de raios ultravioletas nos sistemas vivos do planeta são imensuráveis e desconhecidos. No ser humano, atribuem-se-lhes doenças como câncer e envelhecimento precoce da pele, manchas solares, queimaduras e prejuízos ao sistema imunológico. São temidas, ainda, doenças desconhecidas provocadas por alterações genéticas e pela infiltração de um volume excessivo de raios ultravioletas em níveis mais profundos da pele.

Nos ecossistemas marinhos, há prejuízos aos fitoplanctos, algas unicelulares responsáveis não só pela cadeia alimentar dos oceanos, como por grande emissão de oxigênio. Em todo o mundo vegetal, a incidência excessiva de raios ultravioletas prejudica a fotossíntese e provoca mutações genéticas, alterando estruturas de DNA.

Chuvas ácidas são provocadas por gases provenientes de combustíveis fósseis que se convertem, através de reações químicas na atmosfera, em ácidos nítrico e sulfúrico, aumentando a acidez de cursos de água e das fontes, inclusive dos lençóis freáticos. Esses ácidos, depostos pela chuva ou neve, causam desequilíbrio ao meio ambiente e provocam morte de peixes, da cobertura vegetal, tornam a água imprópria ao consumo, acidificam terras prejudicando o plantio, a germinação e até a evolução de muitas culturas agrícolas. Em um mundo onde a fome aumenta a cada dia, constituem outro fator de redução das reservas alimentícias.

O problema ambiental, dentre aqueles mais graves, que talvez mais se evidencie, é o problema do lixo. Cada brasileiro produz, em média, quatrocentos e quarenta mil quilos de lixo por ano, sendo que o Brasil é responsável pela produção de oitenta e oito milhões de toneladas por ano, ou duzentos e quarenta mil toneladas por dia. Habitualmente, na grande maioria, o lixo recolhido pelos serviços públicos de limpeza, vai para os chamados lixões e para os aterros sanitários. Muitos detritos, por outro lado, acabam sendo jogados a esmo, pela própria população, diretamente no ambiente. Os materiais que compõem o lixo envenenam e poluem terra, água e ar. Vários, mesmo aterrados, chegam a demorar anos, ou até séculos para se decompor…

Em São Paulo, a cidade mais rica do país, existe uma produção diária de mais de treze mil e oitocentas toneladas de lixo por dia, das quais apenas 1% (um por cento) é reciclado; cerca de 92% (noventa e dois por cento) vão para grandes aterros sanitários e 7% (sete por cento) para incineradores e usinas de compostagem. Isso, segundo dados da própria Limpurb. O lixo aterrado é uma bomba de efeito retardado que, em médio prazo, transformar-se-á em sério problema de degradação ambiental. O lixo incinerado, ao contrário, é bomba de efeito imediato, já que os incineradores depositam diretamente na atmosfera vários poluentes e materiais de alta toxidade.

Estima-se que 25% (vinte por cento) da população brasileira depositem o lixo diretamente no ambiente, em terrenos baldios, encostas, cursos de água, estradas de áreas rurais, ruas, etc. Esse lixo, muitas vezes carregado pelas águas de chuvas torrenciais, acaba poluindo e degradando os cursos de água, entupindo esgotos e canalizações e, com isso, provocando enchentes, assoreamento, desvio de cursos, erosão, e muitos outros inumeráveis prejuízos. Mesmo o lixo recolhido, a maioria é depositada a céu aberto, nos chamados lixões, sujeitando-se a queimadas, a ser carregado pelas chuvas, a se espalhar nos ventos, distribuindo não só um fétido mal cheiro na atmosfera, como gases venenosos e fumaça, muitas vezes de alto poder de toxidade, com um evidente e incalculável prejuízo ambiental.

O lixo industrial, habitualmente composto de resíduos extremamente tóxicos, principalmente quando queimados é também causa de grandes problemas ecológicos e é extremamente prejudicial à saúde humana.

Em médio prazo grande risco vem do chamado lixo atômico. O lixo atômico é composto principalmente de plutônio, que leva cerca de meio milhão de anos para perder seu potencial agressivo. A produção anual de plutônio é de cerca de duzentos a duzentos e cinqüenta quilos, sendo que bastariam quinhentos gramas para causar câncer de pulmão em todos os habitantes do planeta. Hoje, os países mais ricos, que são os maiores produtores de energia atômica e seus resíduos, procuram fazer convênios com os países pobres, sujeitando-os a receber lixo atômico ou perigoso. Por causa de riscos dessa natureza, muitos países já possuem leis proibindo o recebimento de lixo perigoso.

Na seqüência dos grandes e catastróficos riscos ambientais em análise, está a perda da biodiversidade, ou seja, a perda dos elementos vivos que o planeta Terra, durante quatro bilhões de ano, cultivou e evoluiu. A biodiversidade estimada no planeta é de cinco a cinqüenta milhões de espécies.

Dessas, apenas cerca de um milhão e quatrocentos mil foram identificadas e catalogadas. Ou seja, há a possibilidade de que existam entre três milhões e seiscentas mil a quarenta e oito milhões e seiscentas mil espécies desconhecidas.

Das espécies conhecidas,

-800 mil são de insetos;
-250 mil de vegetais;
- 40 mil de vertebrados;
-e as restantes são de invertebrados, algas, fungos e microorganismos.

No Brasil, grande paraíso da biodiversidade mundial, encontram-se dez a 20% (vinte por cento) de todas as espécies existentes no planeta. No entanto, esse imenso tesouro de vida, essa imensa riqueza de material genético e orgânico, essa fonte abundante de elementos medicamentosos e alimentícios, está sendo destruída em larga escala, dentre alguns outros fatores, principalmente por queimadas, desmatamentos, extração mineral e comércio ilegal de espécies.

A velocidade da destruição é tamanha que entre 1500 e 1850 estima-se que uma espécie foi eliminada em cada dez anos;entre 1850 e 1950, esse número saltou para uma espécie por ano.

Em 1990 estima-se que foram eliminadas dez espécies por dia;em 2000, uma espécie por hora ou vinte e quatro por dia. Quantas espécies são eliminadas hoje? Quantasdesaparecerão nos próximos anos? Uma por segundo, talvez.

A gravidade da situação é tamanha que, de 1975 a 2000, ou seja, em apenas vinte e cinco anos, foram extintas 20% (vinte por cento) das espécies vivas do planeta.

De 1950 a 2000, em cinqüenta anos, foi eliminado 1/5 (um quinto) das florestas tropicais. Hoje,mais de 14% (quatorze por cento) das espécies vegetais estão em extinção. 2/3 (dois terços) das nove mil e seiscentas espécies de aves, 11% (onze por cento) das quatro mil e quatrocentas espécies de mamíferos encontram-se em perigo iminente de desaparecimento; 1/3 (um terço) de todas as espécies de peixes estão sob ameaça e 11% (onze por cento) correm risco de extinção.

Um outro fantasma que paira sobre o planeta, ameaçando-o, é a poluição em suas múltiplas facetas: poluição atmosférica, das águas, sonora, visual.

Quanto à poluição atmosférica, desde o início da revolução industrial – por volta de meados do século dezoito – duzentos e setenta e um bilhões de toneladas de carbono foram depositadas na atmosfera. No curto período dos últimos cinqüenta anos, apenas os Estados Unidos lançaram cento e oitenta e seis bilhões de toneladas.

Todo esse excessivo volume de carbono lançado na atmosfera tem causado, sérios problemas, como o acréscimo excessivo dos gases “efeito estufa”, a deposição de resíduos tóxicos nas bacias hidrográficas e o venenoso e altamente tóxico “smog” – uma massa de ar estagnado composto por uma mistura de diversos gases, vapores de ar e fumaça. Hoje em dia são corriqueiros os casos de internações hospitalares e até mesmo de óbitos de crianças, de animais domésticos, de pessoas idosas ou com doenças cárdio-respiratórias, intoxicados pelo ar poluído.

Nos grandes centros urbanos 80% (oitenta por cento) da poluição atmosférica vêm dos escapamentos de veículos com motores de combustão, sendo que os outros 20% (vinte por cento) se originam de fábricas, de incineradores de lixo, de incêndios, etc. A queima de combustível fóssil é, portanto, o maior poluidor da atmosfera dos centros urbanos. Essa aterradora realidade permanece oculta, de forma premeditada, por interesses econômicos escorados na riqueza movimentada pelo comércio do petróleo.

A poluição das águas é causada principalmente por lixo urbano e industrial, esgotos urbanos e industriais, deposição de detritos e diversas formas de sujeiras, mercúrio dos garimpos, resíduos de baterias e pilhas e agrotóxicos, pesticidas e outros produtos químicos aplicados desordenadamente em lavouras, na pecuária e no combate a pragas e parasitas.

Grande fator de poluição das águas marinhas e dos litorais, desequilibrando a vida que ali existe e a dos demais seres que dela se servem como alimento, são os vazamentos de petróleo, de plataformas de extração, de canalizações ou de navios transportadores.

A seu turno, a poluição sonora, com níveis de pressão acima daqueles indicados para o nosso organismo, comum em quase todos os cantos das cidades de grande e médio portes, provoca estresse, distúrbios físicos, mentais, psicológicos, insônia, deficiência auditiva, altera a pressão arterial, causa problemas digestivos, provoca má irrigação sangüínea da pele e até impotência e frigidez sexual

A poluição do solo vem principalmente da deposição de lixos e resíduos e da excessiva e má utilização de agrotóxicos e algumas formas de adubo. Afeta ao mesmo tempo a água, o solo e a atmosfera.

A poluição visual prejudica a qualidade de vida das pessoas, ofende sua integridade psíquica, causando nervosismo, cansaço e mal estar e confunde alguns animais, prejudicando profundamente seus hábitos, interferindo em seus processos de acasalamento, de procriação e de sobrevivência.

Outra fonte de degradação ambiental preocupante, são as queimadas. As queimadas, principalmente as rurais, mas também as urbanas, são responsáveis em grande parte pela perda da biodiversidade, destruindo animais, seus habitats e grande variedade de plantas. Grandes riquezas naturais são permanentemente perdidas no meio das cinzas das queimadas. A prática de limpar campos e áreas urbanas com fogo provoca prejuízos incalculáveis e devastações irrecuperáveis.

As queimadas causam uma vasta gama de prejuízos ambientais e à saúde do ser humano. Nesse último aspecto, em razão dos gases depositados no ar e aspirados, causam doenças respiratórias, asfixias, doenças alérgicas, irritação e outras doenças oculares, doenças de pele, doenças cardiovasculares e uma enormidade de outros incômodos, como mal estar, enjôos, falta de ar, inquietação, irritabilidade, dores de cabeça, fadiga visual, etc.

As queimadas provocam o ressecamento da atmosfera, seja pela deposição direta de gases, seja pelo calor produzido. Dificultam as chuvas; aumentam a poluição do ar, do solo e das águas; acrescem à atmosfera quantidades impróprias de gases efeito estufa, colaborando no excessivo aquecimento global. Deixam na atmosfera resíduos tóxicos provenientes da queima de lixo, de materiais químicos e industriais, tais como borrachas, tintas, plásticos e materiais de construção. Aceleram ou iniciam um processo de desertificação, provocando desmatamentos e deixando áreas enfraquecidas e propícias a erosões. E, além de tudo isso, depois de algum tempo esterilizam o solo, tornando-o impróprio ao cultivo.

O ponto de partida desses grandes problemas ambientais é o aumento irregular e desmedido da população humana no planeta. Atualmente, mais de seis bilhões de habitantes ocupam o planeta. Para 2010, segundo dados do IPV -Índice Planeta Vivo- do Fundo Mundial da Natureza, estão previstos sete bilhões de habitantes e para 2021, oito bilhões.

Nos últimos vinte e cinco anos a população cresceu em dois bilhões de pessoas; no mesmo período, a cobertura florestal planetária diminuiu 10% (dez por cento); as cem principais espécies que vivem em água doce reduziram-se em 45% (quarenta e cinco por cento); desapareceram 50% (cinqüenta por cento) de todos os mangues e várzeas e houve uma queda de 30% (trinta por cento) nos ecossistemas, em uma proporção de 1,5% (um e meio por cento) ao ano.

Como é fácil de se verificar, o aumento da população é causa de desmatamento para ocupação da área, para utilização de madeira nas construções e como combustível doméstico. Provoca uma maior produção de lixo, o que causa e a conseqüente maior deposição de lixo e resíduos no solo, nos rios e oceanos, eliminando formas de vida. É necessário o aumento das atividades produtivas agrícolas, pecuárias e industriais, para satisfazer o acréscimo populacional. Em um círculo vicioso, há o aumento da emissão de gás carbônico, de incêndios e queimadas, uma maior demanda por habitação e alimentos.

O aumento populacional é mais acelerado nos países e nas regiões mais pobres. Enquanto países desenvolvidos, ou pessoas de médio poder aquisitivo, preocupam-se com o controle e a redução da natalidade, nas faixas de maior pobreza, inclusive pela falta de orientação e educação sexual, há um crescimento desordenado. Por essa razão,

nos próximos trinta anos, os países mais pobres responderão por 90% (noventa por cento) do crescimento populacional.

Segundo o relatório “State of the World”, do Worldwatch Institute, “dentro de no máximo uma geração países como Mauritânia, Etiópia e Haiti estarão praticamente sem vegetação por causa da busca de lenha para cozinhar”.

Nos últimos quarenta anos, pelo acréscimo da demanda por alimentos, a pesca oceânica saltou de dezoito milhões de toneladas anuais para noventa e cinco milhões. As espécies mais importantes em todas as regiões do globo estão praticamente esgotadas e sem possibilidades de se recuperar, já que a pesca não só persiste, como tem aumentado, paralelamente ao aumento da população.

Estima-se o nascimento de noventa milhões de novos habitantes por ano, o que vai exigir pelo menos vinte e seis milhões de toneladas de alimentos a mais em cada ano, volume que cresce proporcionalmente ao crescimento demográfico. E todo esse alimento tem que ser extraído de um único lugar: nosso planeta. Um planeta devastado, enfraquecido, esgotado, e que aparentemente não tem uma única chance, sequer, de usufruir um descanso, um pausa, para que possa se recuperar e persistir na sagrada missão de manter a vida e permitir que evolua, como vem fazendo há quatro bilhões de anos…

Frente a esse quadro perturbador de degradação é hora de perguntar: DEVEMOS NOS PREOCUPAR COM OS PROBLEMAS AMBIENTAIS DO MUNDO?

Francisco A. Romanelli é ecologista e educador. Presidente da Associação Ecológica Vertente e Vice-Presidente da Associação de Proteção Ambiental de Varginha (MG) e Região.

fonte: problemasambientais.htm

 

lixao 12 Setembro, 2007

Arquivado em: lixo — fab fabulosa @ 6:56 pm
 

Poluição prejudica desenvolvimento dos pulmões 27 Agosto, 2007

Arquivado em: doenças — fab fabulosa @ 5:32 pm

Os poluentes saíam do escapamento de veículos
Crianças que vivem em áreas onde há muita fumaça e neblina têm o desenvolvimento de seus pulmões retardado, revelou uma pesquisa dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos.

As crianças que cresceram nas áreas mais poluídas tinham uma probabilidade cinco vezes maior de ter pulmões com funcionamento prejudicado, de acordo com o estudo.

Isto faz com que aumente o risco de doenças pulmonares, ataque cardíaco e morte, disseram os autores da pesquisa ao New England Journal of Medicine.

Segundo os cientistas, este foi o estudo mais longo já feito do impacto da poluição do ar na saúde infantil.

Desenvolvimento prejudicado

A equipe da Escola de Medicina Keck, da Universidade do Sul da Califórnia, descobrira previamente que crianças expostas ao ar poluído tinham um desempenho pior em testes respiratórios.

No estudo mais recente, as mesmas crianças foram testadas aos 18 anos de idade, quando seus pulmões estão quase totalmente desenvolvidos.

Entre os 1.759 adolescentes examinados, os que haviam crescido nas áreas mais poluídas demonstraram ter uma função pulmonar pior – menos de 80% da função pulmonar esperada em sua idade.

Os poluentes presentes no ar identificados pelos pesquisadores eram provenientes o escapamento de veículos e queima de combustíveis fósseis.

O chefe da pesquisa, John Peters, disse: “Quando começamos o estudo, há dez anos, nós não tínhamos idéia de que o efeito sobre os pulmões seriam tão sérios.”

“O desenvolvimento dos pulmões em adolescentes determinam sua capacidade respiratória e saúde pelo resto de suas vidas.”

“Os efeitos potenciais no longo-prazo de redução da função pulmonar são alarmantes”, afirmou Peters. Segundo ele, só o tabagismo representa um fator de risco de morte mais alto do que a poluição atmosférica.

Os pesquisadores não sabem como a poluição do ar prejudica o desenvolvimento pulmonar, mas eles acreditam que a irritação cotidiana causada por poluentes atmosféricos provoca uma inflamação dos pulmões e pode desempenhar um papel no caso.

Os cientistas pretendem acompanhar a saúde dos adolescentes até chegarem à faixa dos 20 anos, quando seus pulmões deverão parar totalmente de se desenvolver.

Por ai dá para entender que não dá mais para ficar pensando, temos que começar a agir com a máxima urgência, pois a cada morte de pessoas, todos somos diretamente ou indiretamente responsáveis. Se é um político, mostre ao povo que é diferente dos outros, mostre que realmente ama sua cidade e faça o povo começar a acreditar novamente em um futuro renovador, se é iniciativa privada, mostre que não se interessa somente por lucros, mas sim nas pessoas que o rodeiam. Afinal todos estamos no mesmo barco.

fonte: achetudoeregiao

 

Doenças Relacionadas à Poluição Atmosférica 27 Agosto, 2007

Arquivado em: doenças — fab fabulosa @ 5:31 pm

A poluição atmosférica caracteriza-se basicamente pela presença de gases tóxicos e partículas sólidas no ar. As principais causas desse fenômeno são a eliminação de resíduos por certos tipos de indústrias (siderúrgicas, petroquímicas, de cimento, etc.) e a queima de carvão e petróleo em usinas, automóveis e sistemas de aquecimento doméstico. Um relatório divulgado ano passado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), baseado em estudos sobre Meio Ambiente e Saúde feitos na Áustria, na Suíça e na França revelou que a poluição emitida pelos carros nesses países mata mais gente do que os acidentes de carro. O trabalho mostrou, entre outras coisas, que a exposição prolongada à poluição nesses países causou um adicional de 21 mil mortes prematuras por problemas respiratórios ou doenças do coração em pessoas acima de 30 anos.

A relação entre a baixa qualidade do ar e as doenças respiratórias, cardiovasculares e até a saúde dos fetos é bem alta. Quando respiramos a atmosfera poluída, o pulmão não funciona bem e tem dificuldade para filtrar o ar. Dessa forma chega menos oxigênio para o coração, que terá de trabalhar mais para suprir a carência. Por isso, quem já tem um coração debilitado deve ter um cuidado maior. No Instituto do Coração de São Paulo, entre 1994 e 1995, houve um aumento de 16% no atendimento de pacientes com infarto e dor no peito nos dias mais poluídos.

A comprovação dos efeitos nocivos da poluição sobre os fetos, por exemplo, está na pesquisa do médico Luiz Alberto Pereira, do Laboratório de Poluição Atmosférica Experimental da Universidade de São Paulo (USP). O trabalho revelou que, apesar da proteção da placenta e da estrutura do corpo materno, os fetos sofrem com a poluição atmosférica. A equipe constatou que nos dias mais poluídos as mortes fetais tardias foram maiores. Verificaram também que de cada oito óbitos fetais tardios registrados por dia, em média dois podem estar associados à poluição. “Ela não é a única causa da perda do feto, mas aumenta os riscos de morte. Quanto mais poluição, maior o risco”, explicou Pereira.

Para respirar melhor, os especialistas aconselham a prática de exercícios. Um bom condicionamento físico diminui o risco de complicações causadas pela poluição porque aumenta a resistência cardíaca. “O ideal é se exercitar em parques e fugir das avenidas movimentadas. Quando não for possível, evite os horários de congestionamento. Procure caminhar bem cedo ou à tardezinha”, aconselha Pereira.

fonte: boasaúde

 

O que é ser Ecologicamente Correto? 20 Agosto, 2007

Arquivado em: atitude, consciência — fab fabulosa @ 5:02 pm

Produto ecológico é todo artigo que, artesanal, manufaturado ou industrializado, de uso pessoal, alimentar, residencial, comercial, agrícola e industrial, seja não-poluente, não-tóxico, notadamente benéfico ao meio ambiente e a saúde, contribuindo para o desenvolvimento de um modelo econômico e social sustentável.

Classificação de Ecologicamente Correto.

O uso de matérias-primas naturais renováveis, obtidas de maneira sustentável ou por biotecnologia não-transgênica, bem como o reaproveitamento e a reciclagem de matérias-primas sintéticas por processos tecnológicos limpos são os primeiros itens de classificação de um produto ecologicamente correto.

Para um produto receber a tarja de ecológico, todo o processo produtivo deverá ser limpo e apropriado, com uso de matéria-prima natural renovável ou não(mas reaproveitável), sintética reaproveitada e/ou reciclada,com insumos ecológicos, com baixo consumo energético para sua fabricação, com menor carga residual sobre o meio ambiente, com possibilidade máxima de recuperação ou reciclagem.

fonte: niquiflex

 

Aquecimento Global 15 Agosto, 2007

Arquivado em: aquecimento global, consciência — fab fabulosa @ 12:35 pm

O termo aquecimento global refere-se ao aumento da temperatura média dos oceanos e do ar perto superfície da Terra que se tem verificado nas décadas mais recentes e à possibilidade da sua continuação durante o corrente século. Se este aumento se deve a causas naturais ou antropogênicas (provocadas pelo homem) ainda é objeto de muitos debates entre os cientistas, embora muitos meteorologistas e climatólogos tenham recentemente afirmado publicamente que consideram provado que a ação humana realmente está influenciando na ocorrência do fenômeno.

Modelos climáticos referenciados pelo IPCC (Painel Intergovernamental para as Mudanças Climáticas, estabelecido pelas Nações Unidas e pela Organização Meteorológica Mundial em 1988) projetam que as temperaturas globais de superfície provavelmente aumentarão no intervalo entre 1,1 e 6,4 °C entre 1990 e 2100. A variação dos valores reflete no uso de diferentes cenários de futura emissão de gases estufa e resultados de modelos com diferenças na sensibilidade climática. Apesar de que a maioria dos estudos tem seu foco no período de até o ano 2100, espera-se que o aquecimento e o aumento no nível do mar continuem por mais de um milênio, mesmo que os níveis de gases estufa se estabilizem. Isso reflete na grande capacidade calorífica dos oceanos.

Um aumento nas temperaturas globais pode, em contrapartida, causar outras alterações, incluindo aumento no nível do mar e em padrões de precipitação resultando em enchentes e secas. Podem também haver alterações nas freqüências e intensidades de eventos de temperaturas extremas, apesar de ser difícil de relacionar eventos específicos ao aquecimento global. Outros eventos podem incluir alterações na disponibilidade agrícola, recuo glacial, vazão reduzida em rios durante o verão, extinção de espécies e aumento em vetores de doenças.

Incertezas científicas restantes incluem o exato grau da alteração climática prevista para o futuro, e como essas alterações irão variar de região em região ao redor do globo. Existe um debate político e público para se decidir que ação se deve tomar para reduzir ou reverter aquecimento futuro ou para adaptar às suas conseqüências esperadas. A maioria dos governos nacionais assinou e ratificou o Protocolo de Kyoto, que visa o combate a emissão de gases estufa.

Causas possíveis

O sistema climático varia através de processos naturais, internos e em resposta a variações em fatores externos incluindo atividade solar, emissões vulcânicas, variações na órbita terrestre e gases estufa. As causas detalhadas do aquecimento recente continuam sendo uma área ativa de pesquisa, mas o consenso científico identifica os níveis aumentados de gases estufa devido a atividade humana como a principal influência. Essa atribuição se torna clara ao se observar os últimos 50 anos, pelos quais a maior parte dos dados está disponível. Contrastando com o consenso científico, outras hipóteses foram feitas para explicar a maior parte do aumento observado na temperatura global. Uma dessas hipóteses é que o aquecimento é causado por flutuações no clima ou que o aquecimento é resultado principalmente da variação na radiação solar.

Nenhum dos fatores condicionantes é instantâneo. Devido à inércia térmica dos oceanos terrestres e lenta resposta de outros efeitos indiretos, o clima atual da Terra não está em equilíbrio com o condicionamento imposto. Estudos de compromisso climático indicam que mesmo que gases estufa se estabilizassem nos níveis do dia presente, um aquecimento adicional de aproximadamente 0,5 °C ainda ocorreria.

Gases Estufa na Atmosfera – Feedbacks – Variação Solar

Conseqüências

Devido aos efeitos potenciais sobre a saúde humana, economia e meio ambiente o aquecimento global tem sido fonte de grande preocupação. Importantes mudanças ambientais têm sido observadas e foram ligadas ao aquecimento global. Os exemplos de evidências secundárias citadas abaixo (diminuição da cobertura de gelo, aumento do nível do mar, mudanças dos padrões climáticos) são exemplos das conseqüências do aquecimento global que podem influenciar não somente as atividades humanas mas também os ecossistemas. Aumento da temperatura global permite que um ecossistema mude; algumas espécies podem ser forçadas a sair dos seus hábitats (possibilidade de extinção) devido a mudanças nas condições enquanto outras podem espalhar-se, invadindo outros ecossistemas.

As seis pragas do Aquecimento Global

1. O Ártico e a Groelândia estão derretendo

A cobertura de gelo da região no verão diminuiu ao ritmo constante de 8% ao ano há três décadas. No entanto, a temperatura na região era superior à actual nas décadas de 1930 e 1940, sendo os glaciares mais pequenos do que hoje. Em 2005, a camada de gelo foi 20% menor em relação à de 1979, uma redução de 1,3 milhão de quilômetros quadrados, o equivalente à soma dos territórios da França, da Alemanha e do Reino Unido. No entanto, no Hemisfério Sul, durante os últimos 35 anos, o derretimento apenas aconteceu em cerca de 2% da Antártida, onde 90% do gelo do planeta está acumulado; nos restantes 98%, houve um esfriamento e a IPPC estima que a massa da neve deverá aumentar durante este século. Mesmo um aquecimento de 3 a 6 graus tem um efeito relativamente insignificante já que a temperatura média da Antártida é de 40 graus negativos. É de notar igualmente que no período quente da Idade Média havia quintas dos Viking na Groenlândia e também não havia gelo no Ártico. E, mesmo que derretesse todo o gelo do Ártico, isso não afetaria o nível da água nos oceanos porque se trata de gelo flutuante: o volume de água criado seria igual ao volume de água deslocado pelo gelo quando flutua.

2. Os furacões estão cada vez mais fortes

Devido ao aquecimento das águas, a ocorrência de furacões das categorias 4 e 5 (os mais intensos da escala), dobrou nos últimos 35 anos.

3. O Brasil na rota dos ciclones

O litoral sul do Brasil foi varrido por um forte ciclone em 2004.

4. O nível do mar subiu

A elevação desde o início do século passado está entre 10 e 25 centímetros. Em certas áreas litorâneas, como algumas ilhas do Pacífico, isso significou um avanço de 100 metros na maré alta. Actualmente (Setembro de 2006), o painel intergovernamental de mudança climática estima que o nível das águas poderá subir entre 14 e 43 cm até o fim deste século. Estudos recentes parecem indicar que, contrariamente ao que antes se pensava, o aumento das taxas de CO2 na atmosfera não está provocando nenhuma aceleração na taxa de subida do nível do mar.

5. Os desertos avançam

O total de áreas atingidas por secas dobrou em trinta anos. Um quarto da superfície do planeta é agora de deserto. Só na China, as áreas desérticas avançam 10.000 quilômetros quadrados por ano, o equivalente ao território do Líbano.

6. Já se contam os mortos

A Organização das Nações Unidas estima que 150.000 pessoas morrem anualmente por causa de secas, inundações e outros fatores relacionados diretamente ao aquecimento global. Estima-se que em 2030, o número dobrará.

fonte: wikipedia

 

Neutralização de Carbono 13 Agosto, 2007

Arquivado em: carbono, consciência — fab fabulosa @ 1:22 pm

A neutralização de carbono é uma ferramenta que permite que haja compensação de emissões de carbono, gerada pelas atividades de uma empresa, indústria, evento, viagem, etc., através do plantio de árvores ou pela compra de créditos de carbono do mercado voluntário, onde instituições que ainda não têm metas a cumprir negociam reduções certificadas de carbono.

Os cálculos de neutralização de carbono são feitos por empresas de consultoria especializadas que atuam em parceria com outras empresas ou individualmente. Vale ressaltar que o cálculo de neutralização vale mais como sugestão, uma vez que ainda não podem ser considerados como cálculos científicos por falta de bases metodológicas aprovadas pelos conselhos técnicos da ONU.

Mesmo assim, eventos internacionais como a Copa do Mundo da Alemanha e as Olimpíadas de Inverno de Turim tiveram suas emissões neutralizadas. No Brasil, várias empresas como a Volkswagen caminhões e o Banco Bradesco tiveram suas emissões de carbono calculadas (com base em suas emissões relativas a transporte, eletricidade, gás, despejo de resíduos, promoção de eventos, entre outros) e coube ao Programa Florestas do Futuro da SOS Mata Atlântica plantar as árvores em áreas de reflorestamento, com mudas nativas, privilegiando regiões de mata ciliar.

Na área de turismo, a Ambiental Expedições oferece aos clientes a possibilidade de neutralizar o carbono produzido em suas viagens. O cálculo de cada viagem e o plantio das árvores são de responsabilidade do Programa Florestas do Futuro.

Pelo mesmo programa, todos nós podemos calcular nossas emissões anuais e plantar pelo menos 3 árvores, pelo custo de R$ 30,00.
As iniciativas referentes a neutralização de carbono são volutárias portanto, há necessidade de avaliar bem a intenção da empresa responsável. Na Inglaterra, a empresa Equiclimate foi acusada de vender compensações sem nenhum valor ambiental ou financeiro. Fique de olho!

Saiba mais:
Programa Florestas do Futuro
Carbono Brasil
Carbon News

fonte: rastrodecarbono